Advogados e empresas discutem modelo de negócios jurídicos

A 1ª Conferência de Governança da Informação para o Mercado Jurídico, realizada dia 11 de maio, em São Paulo, foi sucesso de conteúdo e interatividade. Com mais de 170 advogados, a conclusão das discussões em nove painéis é que o mercado jurídico brasileiro vai mudar completamente com a Governança da Informação. E isso é bom!

Essa tese foi explicada por Patrick DiDomenico, diretor de Gestão do Conhecimento do escritório americano Ogletree, Deakins, NSH, Smoak& Stewart (sede em New York e filiais em 50 estados americanos) e autor do livro “Knowledge Management for Lawyers” que mostrou como as “firmas” americanas se reinventaram após a recessão de 2008 e quais os ensinamentos para um escritório de advocacia vai se manter frente a concorrência. “Desenvolvendo procedimentos e uso das ferramentas de KM (Knowledge Management) para integrar os profissionais do escritório, promover fontes do conhecimento específico e engrenar todos para reduzir tempo de elaboração de documentos, por exemplo; vai impressionar e dar agilidade na solução da dor do cliente, mostrar como reduziu custos vai criar valor do seu trabalho”, recomendou DiDomenico.

O CCO para as Américas da empresa DHL, Mark Smolik, mostrou como conseguiu reduzir o serviço jurídico de 348 escritórios de advocacia no mundo para 19 em menos de dez anos. “Meu conselho é que todos os escritórios de advocacia entendam que pensem como empresários, porque estão sendo constantemente avaliados e hoje há muitas firmas competitivas”, concluiu.

Mark Smolik ainda mostrou como startups americanas, como a QualMetLegal, têm desenvolvido softwares de métricas de desempenho para que as empresas, no pós-recessão de 2008 nos Estados Unidos, tenham informações para a decisão de contratação.

Aliás, as startups deram um show de informação sobre inovações e ferramentas tecnológicas, como a Finch, a Digesto, a Justto, a Intelivix e a Optimum. A Thomson Reuters mostrou porque é a mais tradicional empresa de serviços do setor.

Os diretores jurídicos do Santander, Netshoes e Dataprev mostraram quais as oportunidades e as métricas de megaempresas para contratar e manter os escritórios de advocacia, que não podem mais ser passivos, tem que chegar com soluções jurídicas e ROI para começar a conversa.

Já os sócios do Machado Meyer, Demarest, Mattos Filho e Tozzini Freire, os maiores escritórios do Brasil, abriram suas estratégias de tecnologia para a promover KM, BI e usar a AI como ferramenta para se diferenciar e se manter competitivo.

José Paulo Graciotti, um dos organizadores e especialista em Gestão do Conhecimento,conclui que o evento apresentou informações sobre automação, softwares de gerenciamento e compilação de dados, além da tendência para o mundo jurídico que mexeu com a maioria dos advogados: “Comparar com o que aconteceu no pós-crise americana e como as grandes empresas avaliam os serviços faz que o mercado jurídico brasileiros entenda que precisa aprender como usar recursos da  inteligência artificial para ser eficiente e ter reconhecimento do cliente”.

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Vera Moreira Comunicação / Assessoria de Imprensa
(11) 3253-0729 – veramoreira@veramoreira.com.br

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